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[Tailândia] - Meia Lua e Soco

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[Tailândia] - Meia Lua e Soco

Mensagem por ADM.Mitra em Sex Out 19, 2018 10:26 pm


~ Meia Lua e Soco ~


Aqui se encontrará a aventura do Artista Marcial Noskire K. Hopachai que ainda não possui narrador definido.
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Re: [Tailândia] - Meia Lua e Soco

Mensagem por Noskire em Sab Out 20, 2018 7:33 pm


Ph'nglui mglw'nafh Cthulhu R'lyeh wgah'nagl fhtagn...

Mantinha os olhos fechados há alguns minutos, com a respiração serena e o cântico ecoando repetidamente de sua garganta de forma áspera, quase gutural. Sempre que cultuava seu Lorde, os ralos pelos do seu corpo eriçavam-se. O simples fato de dizer aquelas palavras naquele idioma ancião já era o suficiente para preencher a alma do jovem lutador de desespero. Todavia, o mesmo lhe trazia uma espécie de contentamento que era inexplicável. Calou-se e permaneceu imóvel por mais alguns minutos, aproveitando a calmaria em seu interior. Após uma longa inspiração, abriu os olhos enquanto o ar fluía para fora dos seus pulmões lentamente. Admirou a estatueta do seu Lorde pela milésima vez e agradeceu por ter sido escolhido por Ele para ser seu fiel guerreiro. Abaixou a cabeça em respeito, antes de guardar o pesado tomo e a estatueta dentro de uma caixa negra, trancá-la com um robusto cadeado e colocá-la no fundo do seu armário.

Cthulhu fhtagn! — Encerrou seu ritual, fechando a porta do armário com um pequeno baque.

Girou cento e oitenta graus, observando o seu quarto e decidindo o que faria a seguir. Uma cama de solteiro, um tapete cobrindo boa parte do pequeno cômodo, o armário à suas costas e uma prateleira acanhada com um punhado de livros. Nada que lhe interessasse no momento. Sem aula e sem trabalho, seus últimos dias haviam sido monotónos, no mínimo. Sem contar que, após ter sido expulso do dojo, tinha treinado sozinho e, embora tenha gostado a princípio, seus treinos solo estavam cada vez mais tediosos.

Também havia a informação que havia descoberto no dia anterior: Aparentemente, uma tal de organização das serpentes está organizando um torneio onde lutadores de todo o mundo se enfrentarão pela supremacia. Noskire não conseguia pensar em uma forma melhor de testar e melhorar a sua arte, além de, no processo, se tornar mundialmente conhecido, pois com certeza iria ganhar! Mas, para isso, precisava de mais informações e, o local perfeito para isso era o seu antigo dojo. Com um suspiro exasperado, saiu de seu quarto e atravessou a casa rapidamente. Assim que saiu e trancou a porta, começou a correr num ritmo leve, indo em direção ao dojo que passara muito mais tempo do que na própria casa.

Corria com a respiração ritmada, sentindo as vibrações percorrendo suas pernas e o vento em seu rosto. ”Meus pais com certeza estarão lá, assim como os outros mestres. Espero que Miu também esteja...” Miu é, atualmente, a única discípula do dojo Ryōzanpaku. Noskire também era a alguns meses, quando foi expulso.

- x -

Tudo começou quando um novato surgiu no dojo, pedindo para ser treinado pelos mestres. Noskire soube, assim que o viu, que ele era fraco e que seu lugar não era ali. Ainda assim, os mestres o aceitaram e começaram seu treinamento. Noskire ignorou-o completamente. Passado pouco mais de três meses, o novato resolveu desafiar Noskire para um combate. Os mestres foram atraídos pelos gritos do inábil, que teve vários ossos quebrados pelo lutador em apenas uma pequena sequência de golpes. Enquanto Noskire pensava ter feito um favor ao mostrar para todos o quão fraco o novato era, todos reprovaram suas atitudes e ele foi expulso instantaneamente. Até mesmo Miu o reprovara e o evitara desde então.

- x -

As últimas palavras de seu pai foram: Não volte aqui até aprender a verdadeira força do Muay Thai! E agora o jovem voltava ao dojo. Não que ele tenha aprendido! Pelo contrário, não tinha a menor noção sobre o que seu pai havia falado, mas precisava de informações e, quem sabe, uma indicação do dojo. Portanto, tentando expressar arrependimento, pararia pouco antes da entrada do dojo e, lá, gritaria:

— Estou de volta! — Juntando as palmas das mãos à frente do peito, curvaria o tronco para frente em noventa graus e naquela posição permaneceria, olhando para o chão e pensando o quão sem sentido era aquela situação, até que alguém viesse permitir a sua entrada. Se não permitissem a sua entrada, continuaria na mesma situação até que alguém permitisse. No caso de uma resposta positiva, endireitaria a sua postura e baixaria a sua cabeça brevemente, mais uma vez, em agradecimento aquela pessoa. Procuraria pelo seu pai, o mestre que o baniu, e, ao encontrá-lo, repetiria:

— Estou de volta!

Mas, desta vez, curvaria-se apenas momentaneamente, sem esperar por resposta. Seu pai conhecia-o bem e dificilmente o enganaria, então iria direto ao ponto:

— Quero participar do torneio da Ouroboros como representante do dojo Ryōzanpaku... se você permitir! — A última parte dita as pressas, na tentativa de parecer mais subserviente do que desejava ser.


Objetivos:
— Me inscrever no Evento da Ouroboros.
— Passar de Nível.
— Ficar rico.
— Conseguir um equipamento fodão.
— Matar alguém.
— Não morrer.
— Dominar o Mundo.

Só. Wink

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Como é o primeiro post e escolhi começar na minha casa, narrei um pouco do cenário. Espero não ter cometido nenhum godmode! ^-^’
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Re: [Tailândia] - Meia Lua e Soco

Mensagem por ADM.Mitra em Sab Out 20, 2018 8:36 pm

— 1 Meia Lua & Soco


O oxigênio que circulava no sistema respiratório de Noskire fluía tão lentamente quanto água escorrendo na direção de um rio, os cânticos esquisitos soavam de sua boca em entonações que causariam estranheza nas pessoas se por acaso alguém o estivesse o observando, entretanto para o jovem aquele ritual profano era algo tão simples quanto respirar, ele já havia se acostumado com aquilo e o rito havia entrado profundamente nas suas entranhas, do tipo que ele passaria para a geração seguinte se tivesse a chance. O brilho levemente sombrio e repleto de convicção em seus olhos fez com que ele tomasse decisões rápidas baseadas simplesmente em seu objetivo de vida.

O topo, como muitos chamavam. Aquilo era o mesmo que escalar uma montanha, e no topo dela estava todo o prestígio e poder que qualquer um gostaria de ter, o topo do mundo das artes marciais, a pergunta que fica disso tudo é, onde será que fica o pináculo de tudo isso? Para uma pessoa como Noskire, se ele fosse imaginar a extensão do caminho que ele teria de trilhar, era o mesmo que observar uma montanha que ultrapassa-se as nuvens, o impedindo de enxergar o topo.

Mesmo assim, toda a força de vontade fluía nas veias daquele jovem e o dava cada vez mais gás para continuar sua trajetória, apagando como uma borracha seus acontecimentos sombrios do passado ou qualquer coisa que o tenha afetado e continuando em frente, sem olhar para trás.

O jovem correu pelas ruas e becos estreitos da Tailândia e sentiu-se refrescado pela brisa leve que pairava no ar ao seu redor, havia acabado de amanhecer e o movimento estava tomando conta daquela pequena cidade, era como se tivessem cutucado um ninho de formigas, cada vez mais pessoas saíam de suas casas e começavam a seguir suas vidas.

Exceto pela excêntrica rua que ficava na frente do enorme portão de madeira do Dojo Ryōzanpaku, ela estava mais vazia do que cemitério a noite. Todavia a visão daquilo não surpreendeu nem um pouco Noskire que já estava acostumado com as vistas do próprio lugar que morava.

Sua parada nos portões do Dojo parecia ser comum, entretanto, ele pode não ter notado no começo, mas no momento que ele gritou na frente do Dojo, era como se estivesse sendo observado por alguém.

O portão de madeira do Dojo se abriu lentamente dando um leve som rosnado, como se fosse tão antigo quanto as portas de um mausoléu. Próximo ao portão de madeira estava Miu, a amiga de infância de Noskire que olhou para ele com um olhar de desaprovação e logo em seguida se retirou, deixando o portão aberto para que ele pudesse entrar.

Seus passos foram cautelosos quando ele adentrou o recinto, um caminhar suave foi sua melhor opção naquele momento, mas para sua surpresa ele não demorou muito para encontrar quem procurava.

O Dojo era uma casa de madeira clássica, tinha um terreno grande que tinha um pouco de vegetação era plano e possuía um pequeno lago no centro onde era possível ver alguns peixes saltitantes e aparentemente felizes, enquanto eram alimentados por um velho baixinho que vestia uma túnica verde de ancião e tinha um chapéu chapeuzinho em sua cabeça que escondia parte das feições em seu rosto.

Noskire reconheceu aquele homem, era Kensei Ma.

Além da parte de fora o grande casarão que era o dojo possuía uma varanda de madeira que cercava ele de todos os lados, além disso tinha muitos quartos e portas de madeira deslizantes clássicas. Quando Noskire subiu na varanda a porta de madeira mais próxima a ele se abriu e seu pai surgiu, enorme como ele é se aproximou do garoto rapidamente e olhou ele nos olhos, fazendo com que o jovem pudesse ver a profundidade de suas pupilas negras.

—  Estou de Volta!

O jovem falou com convicção, depois de dar um cumprimento respeitoso a seu pai.

—  Oque é que você faz aqui?!

A voz de Apachai soou fria e ele franziu as sobrancelhas olhando para o seu filho com desaprovação. Quando estava prestes a lhe dar outro sermão e mandar-lo embora, Noskire falou.

Quero participar do torneio da Ouroboros como representante do dojo Ryōzanpaku... se você permitir!

As sobrancelhas antes franzidas agora se ergueram, Apachai olhou nos olhos castanhos profundos de seu filho, pôde sentir a convicção que eles carregavam ao falar.

—  Ouroboros hein...  

Apachai fechou os olhos por algum tempo como se estivesse refletindo um pouco e logo em seguida se abriram olhando firmemente para seu filho.  

—  Por mais que eu ache que você ainda não está pronto, é necessário que você conheça o poder do mundo que irá enfrentar. Concordo que você vá, entretanto, tome muito cuidado em mencionar nosso Dojo por ai, principalmente no Clã Ouroboros. Não faça nada que possa ofender qualquer membro desse Clã. Espero que você lute com convicção de melhorar e desenvolver cada vez mais seu Muay Thai! Agora vá! Não fique mais nem um segundo aqui, você ainda deverá ficar longe desse Dojo por um bom tempo depois do que fez.

Apachai se despediria de Noskire com os olhos assim que ele saísse, quando o garoto fosse embora. O Velho Ma se aproximaria do pai do garoto e diria.

—  Não acha Ouroboros um pouco demais para ele nesse momento Apachai? Quer que eu vá proteger-lo nas sombras?

—  Você não entende Ma, aquele garoto precisa aprender o quão grande é o mundo.

Ele entrou no casarão e foi seguido por Ma.



OBSERVAÇÃO escreveu:Copia o seu Histórico e coloca nos seus próximos posts, já editei com os dados do primeiro, abraços meu rei!





Histórico do Noskirezin:

Nome:Noskire K. Hopachai
Nº de Posts:01
Peculiaridades:
[*]Aceleração
[*]Temperamento Calmo
Ruins:
[*]Fantasioso: Adorador de Cthulhu, um dos Grandes Antigos.
[*]Odiado: Noskire luta com o intuito de destruir o seu oponente, e não para agradar a platéia
Aprendizados:
[*]Ciências Proibidas
[*]Corrida
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Re: [Tailândia] - Meia Lua e Soco

Mensagem por Noskire em Sab Out 20, 2018 10:42 pm


Ao sair de casa e começar a percorrer as vielas de sua cidade natal, pode perceber as ruas, a princípio vazias, apinhando de gente, o que indicava o começo de mais um dia. Imaginava ser mais tarde, mas aquilo era bom. ”Mais tempo para eu aproveitar!” Após alguns minutos de corrida, chegou ao seu destino e esperou por uma calorosa recepção. Embora pensasse que ficaria ali de castigo por um longo tempo, as portas foram abertas quase que imediatamente e, assim que levantou sua cabeça, viu a sua amiga e rival Miu o observando. ”Estou com sorte hoje...” Foi então que ela se virou e partiu.

Noskire respirou fundo, entristecido. Se fosse qualquer outro, teria ignorado aquela atitude com facilidade, mas não conseguia desprezar Miu de forma alguma. ”O jeito é esperar a raiva dela passar...” Inquieto, sem saber bem o porquê, passou pelas portas agigantadas e foi direto para a parte central do dojo. No caminho, viu Kensei e acenou com a cabeça, mantendo as mãos nos bolsos da calça. Ele continuava vestindo sua roupa costumeira e um chapéu ridículo, mas era tão forte como os outros mestres e Noskire reconhecia isso. Se havia algo que ele respeitava, era força! Mesmo assim, deixou-o para trás e seguiu seu caminho. Assim que pisou na varanda, uma porta próxima se abriu com um forte baque e seu pai saiu de lá.

O jovem teria pulado de susto, se já não tivesse masterizado a arte de manter-se calmo nas situações mais adversas. Contudo, ainda precisou relaxar o punho calmamente após o pequeno susto, tentando não demonstrar ao pai sua reação. O cumprimentou e, assim como requisitado, explicou o motivo de sua visita. Após um breve momento de reflexão, seu pai lhe respondeu e… ”É isso? Acabou?”

Foi ali esperando receber alguma informação chave, quem sabe uma indicação ou algo do tipo. No entanto, ouviu uma espécie de discurso para motivá-lo e, concomitantemente, foi expulso, mais uma vez, do dojo. Precisou de toda sua força de vontade para não revirar os olhos para o seu pai. E muito provavelmente levar uma surra. Juntou as palmas das mãos e acenou novamente, fingindo agradecimento, caminhando até as portas do dojo logo depois. ”Mas que merda… E agora?”

Olhou para os dois lados da rua, como se alguma placa ali pudesse lhe indicar o caminho. Nenhuma indicou! ”Bem, só consigo pensar em mais um lugar onde eu possa conseguir mais informações...” Forçando sua memória, tentou se recordar onde ficava a sede do clã Ouroboros. Se conseguisse se lembrar, iria até lá. Caso contrário, andaria sem rumo e perguntaria a qualquer um que passasse próximo de si, seguindo as instruções lhe dadas. Conseguindo encontrar a base deles, entraria, se possível, e diria alto o suficiente para quem estivesse próximo ouvir:

— Bom dia, ô das cobras! Ouvi falar que vocês vão realizar um evento… Quero participar!

Se recebesse alguma instrução, como ir para algum lugar ou preencher algum formulário, faria o requisitado e indagaria sobre o que fazer a seguir.


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Re: [Tailândia] - Meia Lua e Soco

Mensagem por ADM.Mitra em Seg Out 22, 2018 3:18 pm

— 2 Meia Lua & Soco


Tudo aconteceu muito rápido, o jovem Noskire tinha ficado até estagnado devido as ações de seu pai, ele imaginou que conseguiria alguma informação entretanto ele foi expulso de seu dojo mais uma vez e de mãos abanando.

O Dojo Ryozanpaku ficava numa região mais periférica da cidade, mas Noskire estava tão sedento pela procura da sede do Clã Ouroboros que foi entrando cada vez mais na cidade, e não importava para quem ele perguntava, ninguém era capaz de confirmar ou lhe dar alguma informação.

Apesar do desespero criar fagulhas o temperamento do jovem o extinguiu facilmente enquanto ele procurava, e   enquanto procurava pela cidade acabou lembrando de algo, naquela cidade existia um bairro que era conhecido por ser o bairro dos Artistas Marciais, era repleto de Dojos, Academias e alguns pequenos Clãs.

Ele não hesitou em ir para lá o mais rápido possível, quando chegou na rua principal do bairro ele notou que não muito distante dele havia uma loja de souvenir Chineses, o que lhe chamou a atenção não foi a loja, entretanto, se ele observasse bem ao lado da porta da loja havia uma pequena bandeira Chinesa erguida, a bandeira era amarela e tinha o desenho de uma cobra negra em circulo.

A cobra fazia um circulo perfeito e no final engolia a própria cauda, era uma visão um pouco horripilante para algumas pessoas, que as fazia se afastar da loja, entretanto, parecia que nada surpreendia tanto Noskire quanto Chtullu. (Não sei se escrevi certo)

Aquela cobra foi como um sinal para Noskire, ele estava a tanto tempo procurando pela sede do Clã que qualquer sinal de algo relacionado com cobras ele iria.

Abriu a porta vagarosamente e entrou. Ao mesmo tempo o som de um sino chinês soou, anunciando sua entrada na loja.

Quando entrou ele pôde ver que na loja haviam algumas prateleiras repletas de Cobras feitas de diversos materiais, Cobre,Ferro,Pedra e até mesmo algumas cobras de Ouro Chinês! Era uma loja de Souvenir onde só haviam cobras.

Noskire até engasgou antes de falar.

Bom dia, ô das cobras! Ouvi falar que vocês vão realizar um evento… Quero participar!

Os olhos do lutador de Muay Thay deslizaram até que eles se encontraram com os olhos de um homem de meia idade, ele vestia uma túnica verde e se sentava atrás do balcão da Loja, os olhos dele eram frios quando olhou para Noskire, e se o jovem fosse um pouco mais atento poderia notar que as pupilas do homem eram realmente curvadas na vertical como as de uma serpente.

O corpo do homem era incrivelmente magro e fazia com que ele parecesse um idoso prestes a morrer, mas na verdade ele ao mesmo tempo exalava um ar de vida sem fim enquanto olhava para o garoto.

Tinha cabelos negros ralos em sua cabeça e seus olhos eram laranjas.

Ele era tão alto quanto Noskire e quando o silêncio já havia permeado a sala O garoto pôde ouvir um bufo frio.

HMPFT! Parece que temos mais um aqui que passou pelo teste da bandeira. Como você conseguiu faze-lo realmente poderá participar da competição. QUAL O SEU NOME JOVEM?

As palavras do homem de meia idade pareciam conter inúmeros anos de experiência e sabedoria enquanto falava, quando perguntou o nome de Noskire ele subitamente levantou a voz enquanto olhava para o garoto.


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Re: [Tailândia] - Meia Lua e Soco

Mensagem por Noskire em Seg Out 22, 2018 8:19 pm


Vagou pela cidade, indo desde as avenidas mais movimentadas até as ruelas mais imundas, mas ninguém soube lhe indicar onde ficava o dojo da Ouroboros. Após longos minutos de busca infrutífera, parou na sombra de um edifício qualquer para descansar um pouco. Sacudiu a camisa na tentativa de amenizar um pouco o calor quase sempre presente de sua cidade e respirou fundo, buscando a paz interior que tanto prezava.

Foi durante uma das sacudidas que teve uma ótima ideia. Lembrou-se de uma vasta área na sua cidade em que se encontravam diversos dojos e, já que ninguém lhe indicava o caminho, talvez pudesse ir e encontrar o caminho por si só. Era improvável, ele sabia, mas se havia encontrado o tomo e a estatueta do seu Lorde Cthulhu, por que não poderia encontrar um mísero dojo?

Sendo assim, seguiu direto para a área em questão, sem indagar mais ninguém pelo caminho. Correndo num ritmo agradável para si, levou alguns minutos para chegar a área desejada e mais alguns minutos para encontrar uma possível pista. A pista em questão era uma bandeira com o símbolo do Ouroboros no centro. ”Coincidência? Veremos...”

Entrou no recinto acompanhado do leve badalar de um pequeno sino e observou o ambiente com atenção. Para todos os cantos que olhava, via esculturas de cobras, e de cobras apenas! ”Esse cara tem um fetiche pior do que o meu… Misericórdia....” Indo até o fim da loja, indagou sobre o evento e informou sua intenção de participar do mesmo. A princípio, apenas outra pessoa estava lá, um velho que já parecia estar com um pé na cova. Contudo, seus cabelos eram negros e suas pupilas eram alaranjadas. Para Noskire, seus olhos eram a única parte de seu ser que passava a sensação de vida, a sensação de poder. Quando já estava prestes a perguntar se o outro havia morrido, ouviu sua resposta:

— HMPFT! Parece que temos mais um aqui que passou pelo teste da bandeira. Como você conseguiu fazê-lo realmente poderá participar da competição. QUAL O SEU NOME JOVEM?

”Encontrar este local era um teste? Mas que teste bosta… Como isso pode testar a força de alguém?” Sua determinação em participar daquele torneio deu uma fraquejada ao duvidar da seriedade do evento e da força de seus participantes. ”Bem, no pior caso eu poderei testar uns golpes novos nuns sacos de pancada móveis...” Sendo assim, replicou ao velho de forma similar:

— Sou Noskire Kōsaka Hopachai, praticante DE MUAY THAI! PRAZER! — Apesar do sarcasmo em sua resposta, o jovem não sorriu. — E agora, qual o próximo teste?

Enquanto esperava pela próxima fase, perguntou para seus botões se o senhor também cultuava algum dos Grandes Antigos. Isso poderia explicar o motivo de tanta obsessão por cobras. Tentou buscar em sua memória algum dos Grandes que poderia influenciar tal adoração por serpentes. O tomo que encontrou falava muito brevemente sobre os outros Grandes, sendo o foco principal o supremo Lorde Cthulhu. Contudo, o jovem sabia já ter lido sobre um dos Grandes relacionado às serpentes, tinha certeza. ”Qual era mesmo o nome dele?” O Grande em questão enviava os seus lacaios para punir aqueles que matavam cobras, matando-os ou transformando-os em criaturas similares a cobras, como ele próprio… ”Corpo similar a uma cobra… Companheiro da Yidhra… Já sei!”

— Yig, O Pai das Serpentes! — Disse, mais alto do que deveria. Nem pretendia falar aquilo, para ser sincero. ”Mas agora já era...” Atentaria para a reação do velho, em busca de algum indício de que ele conhecia — e cultuava — aquele ser. ”Quem sabe ele pode me dar mais informações sobre o Lorde Cthulhu!”


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OFF:


É Cthulhu, mas tem gente que escreve Cthulu, Cthullu, C'thulhu… Chama de Tulu que tá tudo certo! :bit2:

Se quiser ler mais sobre Yig, clique aqui. :norio:

PS: Qual template ficou melhor? :norio:

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Re: [Tailândia] - Meia Lua e Soco

Mensagem por ADM.Mitra em Seg Out 22, 2018 9:07 pm

— 3 Meia Lua & Soco



Tudo aconteceu de uma forma lenta, as palavras de Noskire ecoaram calmamente pela loja. E no momento que o homem escutou seu nome ele assentiu com a cabeça e pegou uma espécie de pingente vermelho carmesim que estava embaixo do balcão, o pingente tinha o mesmo formato do simbolo do Clã Ouroboros e exalava uma aura estranha para quem quer que olhasse para ele.

Isso é um Pingente de Ouroboros, você deve te-lo com você para confirmar que você esta inscrito no torneio. Quando o dia do Torneio chegar o pingente irá brilhar numa cor vermelha, então você deve vir até essa loja.

O velho mediu Noskire com seus olhos por mais algum tempo e estava prestes a jogar o pingente na direção do garoto, sem ter vontade alguma de se aproximar quando o jovem acidentalmente soltou algumas palavras.

— Yig, O Pai das Serpentes!

Naquele instante os olhos laranjas do velho brilharam estranhamente e ele olhou para Noskire com as sobrancelhas franzidas.

Por algum motivo estranho o garoto sentiu uma pressão horripilante em seu corpo, talvez seu temperamento natural havia o ajudado a manter as rédias de seu pensamento e não se desesperar, quando Noskire piscou o homem já estava na frente dele, eles tinham a mesma altura mas naquela situação parecia que o velho era algumas vezes mais alto que o jovem.

Quando ele apareceu na frente do garoto o segundo teve sequer chance de reagir, ele só pode sentir a ponta das unhas afiadas do velho firmes em seu pescoço, encima justamente de sua artéria carótida, o que lhe dava um frio na barriga absurdo.

O Velho não o matou nem feriu, ele ficou apenas observando Noskire com seus olhos estranhos enquanto falava.

Esse tipo de informação é restrita a grande biblioteca do Clã, lembro-me de ter lido sobre isso em algum dos livros do acervo quando fui convidado a fazer uma visita como Discípulo Externo. Como você ficou sabendo disso?

O homem poderia matar Noskire a qualquer momento, se ele não desse uma explicação que suprisse suas dúvidas talvez o garoto já estivesse com o pé na cova.


Off:
O Segundo ta mais legal

A propósito, BOA SORTE :trup:

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Re: [Tailândia] - Meia Lua e Soco

Mensagem por Noskire em Seg Out 22, 2018 10:20 pm


O homem lhe mostrou um pingente — adivinha a aparência dele… — e explicou brevemente que ele funcionaria como um pager — boa sorte em se lembrar o que era isso… —, avisando o jovem do começo do torneio, quando ele deveria voltar aquela espelunca. Embora ouvisse as palavras do velho, sua mente estava focada nos Grandes Antigos e logo soltou:

— Yig, O Pai das Serpentes!

O jovem lamentou seu descuido, mas olhou para o outro rapidamente, em busca de alguma indicação de que havia acertado. Mal ele sabia que não veria uma mera indicação. Não, foi uma experiência mais intensa do que qualquer outra coisa!

A princípio, os olhos alaranjados do homem brilharam num tom intenso enquanto todo o resto de seu corpo e do ambiente ao redor escureceram até serem engolidos pelas trevas. Os olhos se moveram em zig zag numa velocidade absurda até o jovem, enquanto ele sentia-se quase sufocado, como se estivesse sendo enrolado por uma anaconda. Os olhos pararam a centímetros de si, acima da sua linha de visão e, assim que Noskire olhou para cima, sentiu algo similar a uma lâmina tocar o seu pescoço desprotegido.

— Esse tipo de informação é restrita a grande biblioteca do Clã, lembro-me de ter lido sobre isso em algum dos livros do acervo quando fui convidado a fazer uma visita como Discípulo Externo. Como você ficou sabendo disso?

Noskire não podia negar que havia ficado apreensivo durante o avanço do velho, nem que havia sentido medo ao sentir seu pescoço sendo tocado tão facilmente. No entanto, comparado à seu Lorde Cthulhu, aquilo era o mesmo que ser ameaçado por um girino fora d’água! Lembrando-se do ritual que havia feito mais cedo e do terror que seu Lorde causava em si próprio, abriu um largo sorriso para o velho.

— Você acha que terei medo de um servo de Yig? HA! Yig é o mesmo que uma minhoca para o meu Mestre. — Se o homem não retirasse a mão do seu pescoço, giraria o antebraço direito no sentido anti-horário, de forma a atingir com o punho a parte oposta ao cotovelo do homem, no intuito de fazê-lo dobrar o braço e, consequentemente, afastar suas unhas afiadas de seu pescoço. Conseguindo, tentaria aproveitar o movimento para empurrar o velho, ao mesmo tempo que daria um passo para trás. Caso falhasse, demonstraria toda a sua frustração com um: — Tsk!

— Tenho interesse nesse torneio e nessa biblioteca na qual você falou. Não acho que matar você me ajudará a alcançar meus objetivos, pelo contrário. Então, por incrível que pareça, não desejo lutar com você. Agora. — Se ainda estivesse sob a ameaça do velho, tentaria se afastar novamente, desta vez dando apenas alguns passos para trás. — Você não me diria onde ela é, essa biblioteca, diria? — E, novamente, abriria um largo sorriso.

Sabia que era quase impossível descobrir a localização de um lugar tão importante assim, tão facilmente. Mas não custava nada tentar, não é? Sem contar que sentia seu coração palpitando, era quase impossível controlar sua animação. Havia passado anos em busca de algo que pudesse aprimorar seu conhecimento sobre seu Mestre e, agora, havia conseguido uma pista. ”Preciso encontrar essa biblioteca e esse livro, custe o que custar!”

Se por um acaso o homem resolvesse atacá-lo, não hesitaria em contra-atacá-lo. Não importava se ele era um mediador, um juíz ou o próprio líder do dojo Ouroboros! Se ele tinha o nervo para atacar o jovem, ele precisava ter a coragem de apanhar, pois era isso o que aconteceria. Portanto, sem perder tempo, o jovem já começaria demonstrando a diferença de poder entre um servo de Yig e um servo do Lorde Cthulhu. Para isso, daria um fly knee, ao mesmo tempo que clamaria pelo seu Mestre, implorando pelo empréstimo temporário do seu poder.

”Dark Wing of Cthulhu!”

Não se importaria em ser atingido se isso lhe permitisse acertar o velho com precisão. Se tudo corresse como o planejado, riria psicoticamente antes de incitá-lo.

— E aí? Vai me dar esse pingente e ser um bom menino ou deseja morrer como um verme?


Fly Knee:
O fly knee é um golpe comum do Muay Thai e consiste em 3 etapas: Passo, pêndulo e joelhada. Partindo de uma postura ortodoxa (perna esquerda à frente), o lutador dá um passo com a perna direita, levanta o joelho esquerdo (como se fosse dar uma joelhada com ele), mas utiliza o momentum do movimento para girar o quadril e dar a joelhada com a perna oposta (direita).

Dark Wing of Cthulhu:
Nome da Técnica: Dark Wing of Cthulhu                             Nível: 1
Quantidade de Técnicas que Possui: 0
Descrição: Após anos de dedicação ao seu Lorde Cthulhu, o jovem Noskire foi agraciado pelo mesmo com o dom de invocar brevemente as trevas ao seu redor, a qual utiliza em conjunto com sua arte. Desta forma, o jovem agacha brevemente e, utilizando suas pernas potentes, dispara na direção do oponente e pula, dando uma joelhada ascendente mirando o queixo de seu inimigo. É neste momento que, clamando mentalmente por seu Lorde, duas asas negras tenebrosas surgem em suas costas e dão um único bater antes de desaparecerem, dando um impulso extra ao jovem e aumentando o impacto do seu golpe.
O que usa: Aceleração, Muay Thai, Ciências Proibidas: Cthulhu
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Re: [Tailândia] - Meia Lua e Soco

Mensagem por ADM.Mitra em Ter Out 23, 2018 6:34 pm

— 4 Meia Lua & Soco



Noskire teve uma reação inusitada, no momento que suas primeiras palavras soaram os olhos do homem se estreitaram.

Você acha que terei medo de um servo de Yig? HA! Yig é o mesmo que uma minhoca para o meu Mestre.

Noskire pareceu notar aquela mudança e fez movimentos ágeis, sendo capaz de empurrar o velho com facilidade para longe dele, mas parecia que o velho sequer estava inclinado a revidar.

Acontece que aquele homem era realmente um membro de baixo Escalão do Clã Ouroboros, ele fazia parte dos Discípulos Externos mais conhecidos como ralé do Clã. E ele praticava uma vertente da arte marcial do Clã Ouroboros que era focada em emboscadas, ataques surpresa e miss direction. Não impressiona a forma como ele foi capaz de surpreender Noskire, se realmente fosse uma luta frente a frente ele estaria em desvantagem e por isso recuou.

As palavras de Noskire continuaram a soar enquanto ele era observado pelo velho de olhos laranjas.

Tenho interesse nesse torneio e nessa biblioteca na qual você falou. Não acho que matar você me ajudará a alcançar meus objetivos, pelo contrário. Então, por incrível que pareça, não desejo lutar com você. Agora.

O Velho continuou olhando para Noskire, parecia que estava hesitante em responder ou apenas observando alguma coisa.

Quando Noskire estava prestes a falar algo, o velho disse com uma voz fria que parecia conter toda a antártica.

Se você realmente tiver a capacidade para passar até a etapa internacional do Torneio, você conseguirá um Tour pelo Clã Ouroboros, então poderá tentar encontrar algo sobre Yig. Eu mesmo não sei muito sobre isso, como eu disse, apenas lembro de ter lido em algum livro do Clã.

Antes que Noskire pudesse perguntar qualquer coisa o pingente carmesim voou na sua direção e o velho indagou umas ultimas palavras antes de desaparecer na escuridão da loja, apenas para re-aparecer atrás do balcão.

Tome muito cuidado, esse mundo é um covil de cobras, apenas sendo uma delas você pode conseguir alguma coisa.

Seus olhos brilharam enquanto ele olhava para Noskire.

Agora, dê o fora!

Sua voz soou pesada e por um momento Noskire pareceu perceber que o velho não estava sozinho, realmente haviam algumas pessoas escondidas nas sombras do estabelecimento, ele não tinha sido capaz de perceber antes mas agora ele via algumas silhuetas escondidas, talvez tenha sido a escolha certa se manter calmo.


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Re: [Tailândia] - Meia Lua e Soco

Mensagem por Noskire em Ter Out 23, 2018 7:50 pm


Sua resposta pareceu desestabilizar o velho e, com facilidade, se livrou de sua mão incomoda, afastando-se no processo. Pensou em indagar sobre a localização da biblioteca citada, mas o outro adiantou-se ao falar:

— Se você realmente tiver a capacidade para passar até a etapa internacional do Torneio, você conseguirá um Tour pelo Clã Ouroboros, então poderá tentar encontrar algo sobre Yig. Eu mesmo não sei muito sobre isso, como eu disse, apenas lembro de ter lido em algum livro do Clã.

Um vulto escarlate veio na direção do seu rosto e Noskire agarrou-o por puro reflexo. Era o pingente mostrado anteriormente. Ao voltar a olhar para o velho, o mesmo já estava novamente atrás do balcão.

— Tome muito cuidado, esse mundo é um covil de cobras, apenas sendo uma delas você pode conseguir alguma coisa. Agora, dê o fora!

Durante a última frase do velho, o espaço que havia dentro do estabelecimento pareceu ondular e Noskire pôde ver então algumas sombras ao redor, pessoas camufladas perfeitamente que, agora, expunham suas posições e seus números para um suposto inimigo. ”Um bom truque, mas não muito esperto.” O jovem não conseguiu evitar dar um sorriso de deboche, antes de se virar e sair da loja.

Na rua, pensaria sobre as suas opções para o momento. Precisava esperar até o início do torneio, mas não esperaria parado, isso era certeza. Continuaria treinando e se tornando cada vez mais forte. Contudo, como não podia voltar para o dojo Ryōzanpaku e seus treinos físicos estavam monótonos, sobrava-lhe duas opções: Lutar contra outra pessoa ou treinar sua mente. Como ainda estava na área da cidade que possuía diversos dojos, resolveu focar na primeira opção no momento.

Assim sendo, andaria pela região em busca de algum combate que pudesse participar, legalmente ou não. Se pudesse ganhar dinheiro no processo, melhor ainda. Caso não encontrasse, afastaria-se um pouco da região e procuraria por uma biblioteca, onde entraria e buscaria por livros relacionados à Furtividade e similar.


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”...aquele homem era realmente um membro de baixo Escalão... mais conhecidos como ralé do Clã.” - Quase senti pena dele. :bit2:
Adicionei o pingente em Ganhos. Qualquer coisa, me diz que tiro.

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Re: [Tailândia] - Meia Lua e Soco

Mensagem por ADM.Mitra em Qua Out 24, 2018 6:22 pm

— 5 Meia Lua & Soco



Noskire saiu da loja rapidamente, ele pôde até mesmo notar que um homem entrou logo depois que ele se distanciou um pouco, mas acabou não ligando muito e prosseguiu.

Por mais que o jovem Noskire caminhasse ele acabou achando difícil de encontrar um combate que pudesse participar, na verdade se ele entrasse em alguns dos Dojos e pedisse para participar de uma aula, provavelmente eles deixariam.

Tailandeses são muito carismáticos quando se trata de praticar juntos, principalmente pelo fato de que a maioria dos Dojos ali era de Muay Thay uma das grandes paixões do pais.

Entretanto a sua procura sedenta por um combate acabou colocando uma lã sobre seus olhos, e ele não percebeu que realmente existia um caminho mais "correto" para encontrar uma luta digna.

E apesar de procurar por lutas ilegais, o meio dia se aproximava, e somente doze horas depois as disputas ilegais começariam, o máximo que ele poderia fazer era procurar por alguém que patrocinasse uma dessas disputas para que ele pudesse ingressar.

O Foco de Noskire se voltou para o preparo mental logo depois que percebeu que não conseguiria luta alguma.

Ele não teve que caminhar muito para encontrar uma biblioteca interessante, ele só a encontrou depois de entrar em um lugar chamado Pavilhão do Sol, era um bairro que ficava logo ao lado do bairro de artistas marciais, esse bairro era formado por uma comunidade de Eremitas, Filósofos, Monges e Hindus que um dia já caminharam no mundo das artes marciais, a população do lugar era quase que cem porcento idosa, não existiam dojos,clãs ou academias. O máximo que Noskire era capaz de ver era idosos sentados em cadeiras de balanço enquanto liam livros que aparentavam ter algo a ver com artes marciais, tudo isso enquanto ficavam silenciosos nas varandas de suas casas de madeira.

Na verdade em comparação com o bairro anterior que Noskire estava, esse era muito silencioso, era como se ele tivesse subido do inferno para o céu através de um elevador que viajava na velocidade da luz, o som barulhento da cidade ao redor, parecia não afetar aquele lugar, era como um local sagrado de reflexão.

A entrada do Pavilhão era realmente uma espécie de grande portão de estilo Hindu de dois metros de altura , com um Sol entalhado no topo e as palavras "Pavilhão do Sol" escritas.

O portão, é claro é uma versão reduzida:


O Pavilhão era formado apenas por uma grande rua onde não passavam carros, ela era grande o suficiente para que dois caminhões transitassem ao mesmo tempo, entretanto, diferente da rua que Noskire estava essa era realmente impossível o trânsito, quando parava algum carro ele ficava na entrada do portão Hindu e a pessoa saia e caminhava até seu destinho, realmente parecia um lugar sagrado.

Noskire caminhou e enquanto ele transitava ele era aparentemente ignorado pelos idosos em suas casas, todos muito ocupados, alguns até mesmo jogando Damas Turcas.

Enquanto caminhava o jovem se deparou com um homem que parecia algum lunático ele tinha cerca de cinquenta anos e todos os seus cabelos estavam longos e desgrenhados parecia que ele não cuidava de si mesmo a meses, suas roupas estavam surradas e ele passou por Noskire, chocando-se contra seu ombro enquanto exalava um odor de gin forte por todo seu corpo.

Eae? Hic, Olha por, Hic, Onde Anda!

O Homem deu um sermão em Noskire enquanto caminhava cambaleante pela rua, bem a frente de Noskire a cerca de seiscentos metros, no final da rua, havia algo que de longe parecia um templo, entretanto se Noskire fosse mais atento e realmente observasse os caracteres escritos na frente e o desenho de um sol ele seria capaz de ler. "Biblioteca do Sol".


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Re: [Tailândia] - Meia Lua e Soco

Mensagem por Noskire em Qui Out 25, 2018 1:24 pm


Pouco após sair da loja, o que parecia ser outro lutador entrou no recinto e Noskire parou brevemente. Pensou em retirar a bandeira para evitar novas inscrições, mas logo desistiu e seguiu seu caminho. Queria lutar contra os mais fortes e afiar suas habilidades, então... ”Que venham todos!”.

Andou pelas ruas barulhentas cercadas de dojos, mas não encontrou nenhum que pudesse satisfazer seu desejo por combate. Até poderia entrar em algum e pedir para fazer um treino grátis, mas duvidava que eles tivessem algo para lhe ensinar, então seguiu adiante.

Após alguns minutos, chegou ao fim da região destinada à prática de artes marciais e parou. ”Tantos lutadores sonhando em se tornarem campeões mundiais, mas nenhum disposto a enfrentar um desconhecido...” Suspirou. A sua frente havia uma espécie de portão, muito bem trabalhado, que representava a entrada do Pavilhão do Sol. Apesar de não ser muito grande, o seu design e a ausência de um teto passava ao jovem a impressão de ser um caminho para o céu. ”Pavilhão do Céu faria muito mais sentido!”

Pensando em completar seu segundo objetivo, atravessou o portão e seguiu reto, olhando as casas ao redor sem interesse. ”Um bando de velho lendo, jogando e esperando a morte. Tch. Esse é um lugar de contemplação ou um asilo?”

Sentiu um impacto inesperado quando um bêbado esbarrou em si, mas, após ver o seu estado, ignorou-o e continuou seu caminho. ”De que adianta lutar contra um cara que mal consegue ficar em pé?” Todavia, se ele insistisse em combater, levantaria sua perna esquerda, giraria seu pé direito no sentido horário e sua cintura no mesmo sentido, alvejando o abdômen do oponente com um bote de seu pé esquerdo.

Chute:


— Fique aí!

Caso a luta acabasse com seu primeiro golpe, continuaria o seu caminho. Caso contrário, daria três rápidos passos para trás, de forma a poder analisar seu oponente e planejar seu próximo passo.

Podia ver ao longe o que parecia ser uma biblioteca e, conseguindo chegar lá, entraria e procuraria por livros que despertassem o seu interesse. Se visse algum funcionário, questionaria:

— Onde posso encontrar livros que tenham como tema furtividade ou similar? — E seguiria as indicações. Encontrando os livros, iria até algum lugar quieto e sentaria-se, começando a sua leitura.


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Achei esse post meio fraquinho, mas fazer o quê? Sad
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Re: [Tailândia] - Meia Lua e Soco

Mensagem por ADM.Mitra em Qui Out 25, 2018 4:34 pm

— 6 Meia Lua & Soco



O Bêbado aparentemente passou a ignorar Noskire depois que ambos se chocaram, entretanto, depois que o bêbado proferiu suas palavras e se afastou um pouco ele olhou de soslaio para o garoto e falou.

Lutador...

Ele franziu as sobrancelhas mas logo suas expressão voltou a normalidade e ele continuou caminhando como um boneco de posto de gasolina.

Enquanto isso, a calmaria da rua era realmente uma espécia de tratamento para Noskire, os poucos idosos que conversavam mantinham o tom  de voz baixo e aparentemente doce, como se estivessem com medo de ferirem os ouvidos uns dos outros ao conversarem muito alto, era uma calmaria um tanto estranha para uma cidade grande como aquela, o Pavilhão do Sol era realmente um lugar de clima inusitado.

Quando se aproximava da Biblioteca Noskire realmente era capaz de notar jovens transeuntes entrando e saindo do lugar, alguns sentados nas escadarias que a Biblioteca possuía e liam livros, ele não foi capaz de identificar o nome de algum dos livros, mas de acordo com o desenho em sua capa eles eram livros de Artes Marciais.

Ele subiu as escadas calmamente e pode notar finalmente o quão bela era a ornamentação da Biblioteca, a entrada era composta por uma escadaria de cerca de dez degraus de escadas que tinham aproximadamente dez metros de largura.

Nas extremidades das escadas, antes do primeiro degrau, de cada lado, havia uma estátua de uma criatura semelhante a um pequeno macaco de armadura.

Spoiler:

A Biblioteca era um prédio que aparentemente possuía três andares, tinha uma parede completamente vermelha exceto por alguns símbolos hindus e budistas e xintoístas que estavam misturados nas paredes numa mesclagem de ideologias um tanto estranha.  

Tinha uma arquitetura xintoísta apesar dos símbolos hindus e no topo do telhado que a cada andar fica um pouco menor, existe uma escultura dourada de um metro de uma Coruja, olhando para o horizonte, pensativa.

E sim, essa é uma biblioteca!. Quando Noskire entrou ele já pode se deparar a sua direita com cerca de cem prateleiras alinhadas simetricamente repletas de livros, nos cantos das prateleiras placas onde estava escrito o estilo de cada livro daquela sessão, dês de botânica até medicina.  

A esquerda de Noskire, logo na entrada, havia uma recepção um tanto larga e ao lado da recepção havia um jogo de mesas e cadeiras ocupadas por algumas pessoas que liam livros, além disso, próximo a essa área de leitura havia um pequeno café, onde as pessoas poderiam comprar lanches e coisas do tipo. Na Recepçã haviam cerca de cinco pessoas trabalhando, três mulheres e dois homens, os cinco com aparências que poderiam ser consideradas muito belas na sociedade atual, pele clara, cabelos negros brilhosos e uma constituição física muito aceitável.

Os dois homens vestiam ternos sociais e estavam cada um na frente de um computador enquanto digitavam de forma ríspida, parecia que tinham bastante experiencia com aquilo.  

Enquanto as três jovens estavam sentadas em suas respectivas cadeiras, duas liam livros que estavam em uma língua estrangeira, apesar de não entender muito bem, Noskire poderia supor pelo que aprendeu na escola que era inglês.

A única livre estava olhando para ele com um sorriso enquanto o avaliava de cima a baixo, e escutava a pergunta do rapaz.

Onde posso encontrar livros que tenham como tema furtividade ou similar?

A jovem sequer contemplou a situação, ela olhou para ele nos olhos e falou.

Jovem senhor, esse tipo de informação fica no segundo andar, o senhor pode subir aquelas escadas.

Ela apontou na direção do mesmo corredor onde estavam, ao longe era possível ver um jogo de escadas de madeira numa espiral, aparentemente levavam até o segundo andar.

Ao chegar lá o senhor irá se deparar com algumas salas, especiais, a primeira pode assustar um pouco mas não se preocupe, é o salão oval onde o senhor Excentric Song esta dando uma palestra sobre artes marciais. Se o senhor seguir direto o primeiro corredor do segundo andar, chegará a um salão semelhante a esse, lá o acervo de livros é um pouco menor que aqui, então será mais fácil de encontrar a sessão de furtividade.

Quando parecia que ela tinha terminado de falar, ela continuou, antes que Noskire pudesse sair.

Existem algumas regras especiais para aqueles que vem aqui, você é proibido de sair com qualquer um dos livros da Biblioteca do Sol, pode não parecer mas nós iremos completar cinquenta anos daqui a dois anos, nossa Biblioteca é uma espécie de reduto de estudiosos, caso você se torne um membro do Pavilhão do Sol, você poderá publicar suas obras aqui na Biblioteca e estará livre até mesmo para ler nossas obras raras do terceiro andar, o custo de entrada é de quinhentos dólares e quando você se torna um membro, tem de pagar todos os meses uma quantia de cinquenta dólares para ajudar a manter o Pavilhão. Mesmo não querendo se filiar, você poderá continuar lendo livros do primeiro e segundo andar tranquilamente, e também poderá assistir palestras o quanto quiser, mas deverá sair as seis da tarde que é quando a biblioteca irá fechar para o público. Além disso, quando você se torna um membro do Pavilhão, você poderá adquirir uma residência aqui no Pavilhão do Sol e morar junto de nossos estudiosos!

Ela finalizou a frase com um longo sorriso no rosto, Noskire parecia apressado, assentiu e continuou o caminho na direção das escadas, a estrutura dentro da Biblioteca não era muito diferente de fora, entretanto, dentro além das prateleiras haviam cerca de quatro pilares vermelhos com desenhos dourados que pareciam sustentar o andar de cima, Noskire não poderia negar que era uma construção de arquitetura muito interessante.

Ele subiu as escadas e quando chegou ao segundo andar ele pode escutar os sons que pareciam ser gritos, mas na verdade era um voz retumbante surgindo de trás de uma parede a sua esquerda, mesma parede onde havia uma grande porta deslizável de madeira.

Como todos devem saber, eu sou Excentric Song, lutei por anos de minha vida e sequer fui capaz de exprimir toda a minha capacidade de combate, o topo parece ser um destino próximo, entretanto saibam que quando eu cheguei no topo da montanha eu pude ver que eu na verdade não estava nem no começo dela! O mundo das Artes Marciais é um réquiem quase infinito. Saibam que se realmente quiserem evoluir nesse campo, vocês devem contemplar consigo mesmos como seriam capazes de fundir Corpo e Espirito em um só! Você só se tornará forte quando for capaz de visualizar a profundidade de sua Arte Marcial como um todo! Muito Obrigado!

A voz pareceu cessar e um som de palmas pode ser ouvido seguido de alguns gritos de adoração.

Noskire continuou caminhando na direção do segundo nível da biblioteca, se ele olhasse para trás poderia ver a porta onde estava acontecendo a palestra se abrindo e alguns jovens saindo de lá, realmente, todos eram jovens, não havia um único velho, e se Noskire olhasse de perto poderia ver que todos eram praticantes de alguma arte marcial e muitos de Muay Thay.

Ele não teve um vislumbre do homem chamado Song pois ele não havia saído.

Quando Noskire chegou no lugar ele percebeu que a arquitetura era idêntica, tirando o fato de que existiam apenas cinco jovens lendo, havia uma recepção como a outra, mas só com um idoso sentado de pernas cruzadas no chão atrás do balcão enquanto meditava.

Também havia uma lanchonete, e ao invés de cinquenta prateleiras nessa só haviam vinte e cinco, era a metade de prateleiras do térreo, entretanto o foco era um tanto diferente.

Noskire pôde ler placas como. "Artes Marciais", "Iluminação", "Conceitos", e por fim ele encontrou algo que poderia ser como "Furtividade". Na verdade a quantidade de livros na prateleira de furtividade não passava de trinta, o que preenchia apenas uma fileira, essa era uma prateleira um tanto vazia. Levando em consideração que todos os livros ali foram presentes de membros do Pavilhão do Sol, realmente não era uma quantidade pequena.

O jovem foi até a prateleira e pegou o livro mais próximo a ele, estava um pouco empoeirado e na capa dizia. " Apagando a própria existência e desafiando os céus.".

Noskire se sentou em uma mesa vazia com o livro em mãos, pronto para estudar.



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Re: [Tailândia] - Meia Lua e Soco

Mensagem por Noskire em Sab Out 27, 2018 6:59 pm


Conforme se aproximou da biblioteca, os velhos foram substituídos por jovens que entravam e saiam do local portando diversos livros. Embora não reconhecesse nenhum, acreditava que a maioria tinha como tema algo relacionado à artes marciais. ”Se eu estiver correto, então eu vim ao lugar certo!” No entanto, a construção possuía três andares e encontrar um livro ali não seria uma tarefa fácil… Subindo as escadas de dois em dois degraus, notou brevemente como sua estrutura era bem feita e destacava-se das outras construções da região. Mas, para ele, não comparava-se ao portão do sol, então nem chegou a olhar duas vezes para seus detalhes ou para o macaco estranho na entrada, apenas parando brevemente para tirar seus chinelos antes de entrar no local.

Dentro do recinto, descalço, olhou ao redor absorvendo informações, enquanto mexia seus dedos acostumando-se com o chão frio. Próximo da entrada havia um balcão com alguns funcionário e Noskire foi até lá. Um dos funcionários, uma mulher, parecia livre e foi a ela que o jovem requisitou ajuda. Por que ele fez isso?

— Jovem senhor, esse tipo de informação fica no segundo andar, o senhor pode subir aquelas escadas.

— Ok, obrig—

— Ao chegar lá o senhor irá se deparar com algumas salas... especiais, a primeira pode assustar um pouco mas não se preocupe!

— Masoq?

— É o salão oval onde o senhor Excentric Song está dando uma palestra sobre artes marciais.

— Senhor Ex-quem?

— Se o senhor seguir direto o primeiro corredor do segundo andar, chegará a um salão semelhante a esse, lá o acervo de livros é um pouco menor que aqui, então será mais fácil de encontrar a sessão de furtividade.

— Ok, então vou ind—

— Existem algumas regras especiais para aqueles que vem aqui.

— Eu não me lembro de ter pergunt—

— Você é proibido de sair com qualquer um dos livros da Biblioteca do Sol.

— E o pessoal que eu vi lá fora?

— Pode não parecer mas nós iremos completar cinquenta anos daqui a dois anos.

— Nossa, parabéns!

— Nossa Biblioteca é uma espécie de reduto de estudiosos, caso você se torne um membro do Pavilhão do Sol, você poderá publicar suas obras aqui na Biblioteca e estará livre até mesmo para ler nossas obras raras do terceiro andar!

— Não quero.

— O custo de entrada é de quinhentos dólares e quando você se torna um membro, tem de pagar todos os meses uma quantia de cinquenta dólares para ajudar a manter o Pavilhão.

— Agora é que eu não quero mesmo!

— Mesmo não querendo se filiar...

— … que é o meu caso...

— … você poderá continuar lendo livros do primeiro e segundo andar tranquilamente.

— Obrigado pela cortesi—

— E também poderá assistir palestras o quanto quiser.

— Não tenho interesse!

— Mas deverá sair às seis da tarde que é quando a biblioteca irá fechar para o público.

— Sairei antes!

— Além disso, quando você se torna um membro do Pavilhão...

— … tu ainda está falando nisso?

— … você poderá adquirir uma residência aqui no Pavilhão do Sol e morar junto de nossos estudiosos!

— Buda me defenda!

Ela finalmente calou-se, sorrindo. Noskire afastou-se, assustado. ”Prefiro enfrentar o cara das cobras do que ter que falar com essa doida novamente.” Apressado, quase correu para as escadas no fim do corredor, subindo de três em três degraus para evitar ser chamado pela recepcionista.

Chegando ao segundo andar, pôde ouvir o que parecia ser um discurso, talvez do Ex-alguma-coisa, e teve sua curiosidade levemente despertada. Assim que ouviu ”lutei por anos de minha vida e sequer fui capaz de exprimir toda a minha capacidade de combate”, perdeu o completo interesse e seguiu em frente. ”Se ele treinou por anos e não conseguiu, o que ele poderia me ensinar? A melhor forma de falhar em algo?”

Noskire não se considerava invencível e nem achava que já estava no topo da sua arte, longe disso. Ele pretendia continuar aprendendo pelo resto da vida, aperfeiçoando sua técnica e adquirindo experiência. Por outro lado, ele sempre tentava fazer o melhor com o que já sabia, com o que já tinha. Se, por exemplo, ele só soubesse o básico do boxe, ele iria combater com toda a sua capacidade utilizando o básico do boxe. ”Admitir que não sabe tudo é louvável, mas usar isso como desculpa para não saber algo é vergonhoso!” Ouviu aplausos oriundos da sala que a palestra estava ocorrendo e estalou a língua, em desaprovação. ”Um bando de fracotes!”

Finalmente alcançou o seu destino. Embora menor, aquela área era bem similar ao andar inferior: Balcão de Ajuda, Lanchonete, algumas pessoas lendo… Livros… Até pensou em requisitar ajuda para o velho que estava atrás do balcão, mas após o episódio com a mulher na recepção anterior, preferiu procurar por conta própria. Para sua sorte, os livros estavam bem organizados e conseguiu encontrar um do seu interesse com facilidade. O título, no entanto, parecia um pouco exagerado: ’Apagando a própria existência e desafiando os céus’. Dando de ombros, levou-o até uma mesa vazia, sentou-se e começou a ler.

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A P R E N D I Z A D O :   F U R T I V I D A D E

O livro começava com a definição da palavra. Furtividade: Que se realiza ou acontece às escondidas. Que ocorre discreto e rápido. Que não se mostra. Que tenta não ser percebido. Em seguida, o livro faz uma comparação entre homens e animais, indicando coisas que os animais predadores fazem para serem furtivos e como nós, homens, podemos imitá-los. Como sentir o ambiente ao seu redor e se mover de acordo com ele. O livro também dava algumas dicas de como conseguir andar de uma forma mais suave, fazendo a menor quantidade de som possível, e de como definir a melhor abordagem para cada situação. Após ler alguns capítulos, o jovem levantou-se, pôs o livro no seu lugar de origem e resolveu pôr tudo o que havia aprendido em prática.

O livro dizia para usar calçados confortáveis e silenciosos, além de roupas de algodão de uma cor similar ao ambiente. Noskire estava descalço, o que seria uma alternativa aceitável, mas com uma roupa qualquer do dia a dia, no entanto, não tinha como trocar de roupa agora e resolveu praticar mesmo assim. Levantou os calcanhares, de forma a não tocá-los no chão, e começou a andar lentamente, sempre próximo das prateleiras para camuflar seu movimento.

A obra também dizia que o melhor era andar abaixado, mas ser pego rastejando pelos corredores da biblioteca seria, no mínimo, estranho. Então o jovem permaneceu ereto, andando lentamente com os calcanhares erguidos, o que já era estranho o suficiente. Ao chegar ao fim da primeira prateleira, parou e focou-se em respirar calmamente. Com cautela, curvou o corpo lentamente e analisou o ambiente ao seu redor.

Viu um jogem, mais ou menos da sua idade, olhando alguns livros, provavelmente em busca de algum que atraísse a sua atenção. Ele estava às ”dez horas” de Noskire, duas prateleiras de distância, mal visto através das brechas entre os livros enfileirados.

O jovem Hopachai lembrou-se de mais uma dica do livro: ”Nem sempre o caminho mais curto, é o melhor.” Sendo assim, ao invés de seguir reto, passando as duas fileiras de prateleiras e entrando no mesmo corredor que o seu alvo-teste estava, entrou uma fileira antes, movendo-se calmamente e, simultâneamente, fingindo olhar os livros daquela seção. Desta forma, além de ser furtivo para seu alvo-teste, não chamaria a atenção se mais alguém passasse por ali.

E assim ficou durante longos minutos, seguindo seu alvo-teste, sempre do outro lado da mesma prateleira, acompanhando seus movimentos sem permitir ser detectado, como um predador que espera o momento certo para abater a sua presa!

F I M   D O   A P R E N D I Z A D O

- x -

Após cansar-se, sairia da biblioteca, evitando sequer olhar para a mulher da recepção, e, após calçar suas sandálias, iria para o parque mais próximo que viesse à sua memória. ”Depois de tanto esforço, seria bom relaxar um pouco.”


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Re: [Tailândia] - Meia Lua e Soco

Mensagem por ADM.Mitra em Dom Out 28, 2018 10:47 am

— 7 Meia Lua & Soco



Noskire teve um agradável período de aprendizado, onde ele pôde melhorar de certa forma, enquanto ele saia ele não conseguiu notar que o velho da recepção realmente estava o observando com um olhar estranho, parecia que ele havia visto o garoto durante todo seu aprendizado.

O lutador de Muay Thay seguiu o mesmo caminho que ele havia feito anteriormente para chegar naquele lugar, quando ele desceu as escadas ele pôde encontrar a mesma cena de antes, as pessoas lendo, algumas procurando livros, desta vez a moça que o havia atendido não estava la, o que aparentemente havia causado uma certa calmaria no coração de Noskire, ele desceu as escadas vagarosamente apenas para perceber que toda a rua havia sido tomada, parecia um protesto, entretanto, todos os idosos que antes estavam nas casas, agora pareciam estar cercando dois homens, era como se uma briga estivesse acontecendo.

Para a tristeza do Lutador, ele percebeu que não era capaz de passar pela multidão, principalmente pelo fato de que alguns dos garotos que antes estavam assistindo a palestra estavam ali também, aumentando ainda mais os números, ele pôde perceber que o sol estava escaldante naquele lugar, principalmente pelo fato de que havia dado meio dia.

Enquanto os idosos estavam em silêncio Noskire era realmente capaz de escutar dois homens gritando um com o outro, pareciam os únicos ali.

Excentric Song! você é um maldito desavergonhado! não só o seu maldito filho atacou meu garoto naquela exploração nas montanhas do norte, como ele ousou ofender todo o Pavilhão da Lua! eu estou aqui para tirar satisfação com você! e punir seu filho com uma bela surra!

O Homem que estava gritando era velho, magro tinha cabelos brancos ralos na cabeça e uma longa barba branca, ele vestia uma túnica de Wing Chun azul que tinha um desenho de uma Lua na frente, a lua parecia estar um pouco apagada.

Enquanto ele gritava, apontava diretamente para Excentric Song, que era um homem de pele morena, alto, um pouco musculoso, careca e com uma longa barba branca semelhante ao outro velho, Excentric vestia uma túnica vermelha curta e usava um colar que tinha três sóis na ponta.

Suas sobrancelhas estavam franzidas enquanto ele olhava para o velho. Ele gritou.

ORA! MALDITO! você é o verdadeiro desavergonhado aqui! Meu filho atacou o seu por que aqueles membros do seu medíocre Pavilhão da Lua acabaram atacando o meu filho que estava sozinho naquelas cavernas! EU DEVERIA LHE DAR UMA SURRA AQUI MESMO PARA QUE VOCÊ APRENDA!

Naquele momento o velho magro estava com veias pulsantes por todo o rosto, se Noskire olhasse bem perceberia que ele parecia não ter medo algum em estar sozinho no Pavilhão do Sol, os outros membros do pavilhão apenas olhavam para a briga com olhares curiosos, alguns cruéis, ninguém sabia o que o outro estava pensando.

Excentric seu maldito! Quais seriam suas qualificações para chamar meu Pavilhão da Lua de Medíocre? Você ousaria aceitar meu desafio de caminho?

Antes que Noskire pudesse fazer algo, um jovem aparentemente da mesma idade que ele saiu do Pavilhão e também enxergou toda a confusão, ele parou ao lado de Noskire, como se sentisse que o jovem estava estupefato.

Essa é sua primeira vez aqui não é? você não deve saber o que é um Desafio pelo Caminho não é? Ha ha! Seu dia de sorte chegou! Meu nome é Cha To. Eu posso ajudar você, sim , sim eu posso sim! Qualquer coisa que o senhor precisar, é só falar que o Cha To irá lhe ajudar! Sim, Sim!

Enquanto falava ele assentia com a cabeça e sorria com um enorme sorriso, isso o fazia parecer uma espécie de maníaco. Na verdade se Noskire desse um pingo de atenção ao garoto perceberia que ele na verdade era como uma pequena almôndega, era gordinho e vestia uma Túnica vermelha como a de Excentric Song e os outros membros do Pavilhão do Sol.

Antes que o Chato, Cha To continuasse a falar Excentric Song rugiu.

ARGGGGGGGGH! Desavergonhado! você ousa invadir o Pavilhão do Sol e desafiar Excentric Song para uma Disputa pelo Caminho?! Hoje você irá perecer! Esmagarei o seu caminho inútil que você tanto prega!

Os dois se sentaram de pernas cruzadas no chão e quando fizeram isso todos os outros idosos fizeram, apenas os jovens foram um pouco lentos. Agora Noskire tinha um vislumbre melhor do que estava acontecendo, os dois velhos fecharam os olhos por um espaço de dez segundos.

Naquele momento de silêncio Cha To falou baixinho.

Sabe, muitas pessoas pensam que o no mundo só existem dois caminhos, os anciões mais antigos do nosso Pavilhão, acreditavam que só dois caminhos existiam nas artes marciais, A Ordem, e o Caos. Entretanto quanto mais eles refletiam consigo mesmo, e até as pesquisas tecnológicas foram evoluindo na história da espécie humana, foram descobertas uma imensidão de caminhos tão longos quanto o universo, que se estendem da Ordem ou do Caos. Esses caminhos são tão vastos quanto as estrelas no céu, e cada pessoa nesse Pavilhão segue um desses caminhos, as vezes sem saber o destino, apenas para, se tornar um com o universo.

Enquanto falava a voz de Cha To era realmente tentadora, como se ele tivesse ensaiado essas falas sua vida toda, ele ficou sem ar e então sentou-se de pernas cruzadas.

Vai começar... Ele murmurou, olhando para o centro do circulo de pessoas.

La, os olhos de Excentric Song e do outro velho se abriram ao mesmo tempo e o velho gritou.

Céus! sejam a testemunha desse confronto! hoje, decidiremos qual caminho é o Certo, o meu, ou o de Excentric Song!

Naquele momento uma pequena brisa soprou em todo o pavilhão, e uma enorme nuvem de chuva cobriu o Sol no céu, deixando o pavilhão um pouco escurecido.

Naquele momento, o velho falou.

Com meus primeiros passos! admiro a noite! reconheço que é o momento em que os homens descansam! buscam iluminação e transcendem seus limites do dia anterior, para que evoluam e se tornem ainda mais poderosos no dia seguinte, reconheço, que nada disso existiria, sem a lua esbranquiçada que ocupa espaço no céu!

Quando ele terminou de falar alguns dos velhos que estavam no circulo realmente estavam com a mão no queixo, pensativos.

Naquele instante Excentric Song falou.

Se com seus primeiros passos você se torna a noite, com os meus primeiros passos eu me torno o Dia, e reconheço que a existência do Sol é imutável com relação a nós meros transeuntes! Sua energia suprema que da vida e calor a todos os seres vivos, e da a eles a luz que precisam para enxergar, diferente da escuridão da noite que da as pessoas o sono e a vontade de fecharem os olhos e descansarem, como mortos, o dia, da a eles a energia e o poder do trabalho! sobrevivência! e experiências únicas! sem o sol nenhuma vida é possível!


Ousa dizer que a noite é inútil? Sendo que é a Lua aquela toda poderosa energia que controla as marés e a reprodução, que faz com que as estações do ano sejam intensas, que cria o amor nos corações das pessoas e faz com que elas procriem! Sem a Lua! tudo e todos não existiria, por que não existiria reprodução e perpetuação alguma de amor!

A lua? é uma mera escrava do planeta terra, destinada a se mover sob comando dele durante toda sua vida! Diferente do poderoso e grandioso sol, tão forte e poderoso, ruim com quem se aproveita demais de seu calor, e com quem se aproveita de menos! Exercendo poder dominante sobre tudo em seu território, TODOS SEM QUE SE MOVER PERANTE SEU COMANDO! SE A LUA É MERA SUBORDINADA DA TERRA, TORNA-SE UM LACAIO IMUNDO AOS OLHOS DO PODEROSO SOL.

Naquele momento, as sobrancelhas do velho se franziram e veias pulsavam de seu rosto, ele olhou para Excentric com um olhar assassino intenso.

A lua perpetua a noite! Com meu penúltimo passo seguindo a lua! eu me torno o Sonho, o Sonhar e todos aqueles que tem seus sonhos perpetuados pela lua profunda no céu, imbuindo a noite em seus corações com a luz de seus halos sendo lançada sobre o planeta terra!

Naquele momento Excentric Song erguei a cabeça com arrogância e se levantou, ele olhou para o velho que franziu as sobrancelhas furioso pela atitude de Song, entretanto, ele imaginava que Song só iria sair com raiva, afinal, esse era seu penúltimo passo antes de se tornar a própria lua, ele não imaginava que Excentric teria chegado tão longe em suas especulações.

Ouça-me Xinzhuo, que luz a lua teria se não fosse o sol? Não é ela um mero lacaio desse astro flamejante que domina os céus?

Naquele momento a raiva de Xinzhuo explodiu a um nível alarmante, seu rosto velho estava vermelho e ele parecia ainda mais velho. Olhou com uma intenção ruim na direção de Song e se ergueu também, dando um passo para frente ele falou.

Com um último passo eu me torno a lua!

As palavras pareciam conter uma energia estranha, assim como as palavras anteriores de Excentric.

E eu, com meu ultimo passo, me torno o Soberano Sol, Ajoelhe-se.

A raiva de Xinzhuo explodiu, ele deu mais um passo a frente e realmente atacou Song, numa disputa de caminhos isso era realmente muito ofensivo.

Além disso Xinzhuo era realmente um lutador de Wing Chun, sua velocidade não podia ser subestimada, em instantes ele já estava na frente de Song.

Naquele momento Noskire pode notar que uma aura branca irrompeu de Song, era como se a imagem de um tigre aparecesse atrás dele, ele desviou do golpe de Xinzhuo e ambos se chocaram e se afastaram um pouco.

Os olhos dos outros velhos do Pavilhão do Sol se estreitaram, eles olharam furiosos para Xinzhuo. Atacar alguém durante esse tipo de discussão era algo inadmissível, quando um deles estava prestes a falar.

Xinzhuo moveu sua palma esquerda e uma espécie de luz branca surgiu e disparou na direção de Song, realmente tinha o formato de uma lua minguante, cruzando o ar como uma faca.

Antes que Song pudesse reagir, todos ouviram uma risada divertida.

Ho, Ho, Ho. Parem com isso garotos, vocês podem machucar alguém.

Naquele momento um Velho apareceu como um fantasma entre o ataque de Xinzhuo e Excentric song. Ele tinha cabelos brancos e barba branca longos e exalava um cheiro de bebida muito forte.

Para a surpresa de Noskire era realmente o mesmo velho que ele havia visto antes quando entrou.

Quando o velho se chocou com a habilidade uma fumaça subiu para o ar, depois que ela se dissipou todos foram capazes de ver o velho tomando algo que aparentemente estava dentro de uma cabaça vermelha com adornos dourados em desenho de Sol.

Ele olhou para Xinzhuo com um olhar gentil e aparentemente bêbado.

Eu entendo que você está furioso com o filho de Excentric Song, mas o seu caminho do luar não deveria espalhar a ordem ao invés do Caos?

Os olhos de Xinzhuo se arregalaram, ele se inclinou para frente com sua palma esquerda cobrindo o punho direito, cumprimentando-o.


Xinzhuo cumprimenta o Velho Sun Light.

Obrigado pela misericórdia senhor!

Xinzhuo se virou e caminhou em direção a saída do Pavilhão do Sol.

Quando ele estava saindo o Velho com a cabaça olhou para todos ao seu redor e falou.

Todos vocês velhos babões, voltem para suas casas essa disputa já acabou, enquanto vocês jovens, é melhor irem embora, o Pavilhão vai fechar mais cedo hoje.

Os olhos do velho pousaram em Noskire por um pouco de tempo antes dele voltar a andar com a cabaça na mão enquanto bebia algumas goladas de Gin.

Depois de se sentar nas escadarias de uma das casas ele ficou olhando para o movimento dentro do Pavilhão do Sol, Noskire finalmente poderia ir.

WOAHH! Você viu isso senhor? Sim, Sim! Você deve ter visto não é? Ha ha, foi incrível, Senhor Excentric Song acabou com ele! O Sol é o caminho certo a se seguir a final! Sim, Sim! com certeza é! Volte aqui qualquer dia Senhorzinho! Cha To saiu pulando e cantarolando.

E Noskire finalmente começou a caminhar em direção a saída. Ele não percebeu, mas no seu bolso, o Medalhão Carmesim de Ouroboros começou a tomar um brilho absurdamente fraco que não poderia ser notado nem com muita análise.

O torneio, estava se aproximando.

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Re: [Tailândia] - Meia Lua e Soco

Mensagem por Noskire em Seg Out 29, 2018 10:08 pm


Sentiu-se aliviado ao descer as escadas lentamente e não ver a moça estranha na recepção. ”Já deve ter acabado o turno dela, ainda bem!” Mal imaginava que iria presenciar uma cena ainda mais confusa! Até chegar a porta de entrada/saída da biblioteca, tudo parecia completamente normal. No entanto, bastou atravessá-la para notar algo bem incomum: Havia uma multidão na frente da biblioteca e, entre ela, destacavam-se dois idosos.

Os dois discutiam por algo que Noskire não entendia e, para ser sincero, não tinha a menor intenção de entender. Mas, embora quisesse ignorar a todos e seguir seu caminho, a massa de pessoas impedia o seu avanço. Até pensou em entrar na biblioteca novamente e esperar lá dentro, mas de que adiantaria se não havia mais nada que quisesse fazer lá? Focou sua atenção em encontrar seus chinelos enquanto os dois idosos gritavam entre si.

— Você ousaria aceitar meu desafio de caminho?

Desafio de Caminho... Esse era um termo que o jovem desconhecia e que chamou sua atenção. Pelo o que Noskire pôde perceber e ouvir, um deles, o mais bombado, seguia o caminho do Sol, enquanto o outro seguia o caminho da Lua. A parte que o jovem não entendeu foi como eles seguiam esses caminhos em particular, mas esta seria uma dúvida que teria de saciar em outro momento. Ambos sentaram e começaram a discutir sobre qual caminho era melhor, sendo que eles se referiam aos astros ao invés dos caminhos que trilhavam de fato, mais uma incerteza para o jovem.

O que parecia ser um garoto parou ao seu lado e começou a falar descontroladamente, assim como a mulher da recepção. Noskire ignorou-o com firmeza enquanto focava ainda mais no embate mais a frente. O clímax da “discussão” foi quando ambos resolveram resolver suas diferenças num combate e um terceiro idoso surgiu das sombras para interrompê-los, para o desânimo do lutador.

Com as palavras do bêbado que havia se chocado contra si, os combatentes se afastaram e a multidão se dispersou. ”Como um papudin desse consegue ter tanta autoridade?” Mais uma pergunta sem resposta para uma lista que só fazia aumentar. Com o caminho livre, Noskire recomeçou sua caminhada até o parque mais próximo, de preferência calçado.

”Apesar de eu não ter entendido muito bem, eu devo pensar sobre isso. Devo criar os passos do meu próprio caminho!” E, andando com as mãos nos bolsos e a cabeça levemente baixa, dedicou sua atenção quase que inteiramente à isso, chegando aos seguintes passos:

"
Com os meus primeiros passos eu me torno servo do Lorde Cthulhu!

Admiro o Caos e as Trevas que ele traz consigo,
Assim como o vasto pavor que a Vossa imagem causa a quem O vê.

A lua controlá a maré, o sol dá vida? Por favor…
Sob o Seu reinado, e à sombra Dele apenas, a humanidade será livre!

Livres e selvagens e além do bom e do mal, com leis e morais ignorados,
Todos gritando e matando e deleitando-se em alegria.

Então o Lorde Cthulhu ensinaria novas formas de gritar
E matar e deleitar-se e divertir-se.

E toda a terra iria se inflamar num holocausto de êxtase e liberdade.

E eu, com meu último passo, torno-me O Grande Sonhador!
Iä! Iä! Cthulhu fhtagn!

Comparado com os argumentos dos dois idosos, o jovem Noskire achava que ainda havia muito a melhorar. Contudo, para sua primeira tentativa, achava que tinha feito um bom trabalho.

Se viesse a chegar ao parque, procuraria por um banco vazio e nele se sentaria, descansando o corpo e admirando a bela paisagem que deveria haver à sua frente.


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Re: [Tailândia] - Meia Lua e Soco

Mensagem por ADM.Mitra em Qui Nov 01, 2018 6:45 pm

—  8 Meia Lua & Soco



Noskire estava sentado no banco de uma praça, era era uma pequena e simples praça que ficava a cerca de um quilômetro do Pavilhão do Sol, daquela distância se Noskire olhasse para o caminho de onde veio ainda seria capaz de contemplar a enorme porta do Pavilhão do Sol.

Enquanto ele contemplava a si mesmo e o caminho que havia acabado de criar ele pode sentir uma vibração se espalhando pelo seu corpo enquanto ele clamava seu caminho na sua mente.

Era como se ele realmente pudesse ouvir os gritos de terror que existiriam no caso de um reinado supremo de Cthullu na terra.

Quando ele havia terminado sua contemplação ele pode sentir algo quente no bolso, bem quente.

Um brilho vermelho carmesim surgiu do bolso de sua calça, onde o Pingente de Ouroboros estava guardado, claramente o Torneio iria começar e ele deveria fazer seu caminho de volta a loja onde esteve anteriormente.

Naquele exato momento, uma espécie de pequena caravana de dez pessoas saiu dos portões do Pavilhão do Sol, todas vestindo túnicas vermelhas com um Colar de Sol no pescoço, na frente havia duas pessoas liderando. Uma era o Velho Sun Light, ele caminhava com passos calmos enquanto tomava um ou dois goles de gim. Ele tinha um colar com Cinco Sóis que balançavam de um lado para o outro e pareciam brilhar enquanto a luz do próprio sol batia neles e refletia um pouco.

Naquela região da cidade, que ficava meio que na periferia, já que era a região de Artes Marciais, pessoas vestindo roupas extravagantes como essas eram na verdade bem comuns!

Diferente dos Tailandeses de terno e gravata do centro comercial da cidade, aqui existiam todos os tipos de vestimentas diferentes.

Ao lado do Velho Sun Light tinham dois jovens, um deles era o garoto que havia conversado com Noskire a algum tempo atrás, conversado é claro com a estátua que é o lutador de Muay Thay. Afinal, ele sequer foi capaz de chamar atenção de Noskire.

Cha To tinha um colar com dois Sóis brilhantes, além disso, havia um outro pingente no seu colar que brilhava um pouco mais do que os dois sóis, e fazia com que algumas pessoas ao redor da caravana realmente olhassem assustadas, era um Pingente de Ouroboros! idêntico ao de Noskire e estava brilhando tanto quanto o dele.

Ao lado de Cha To um outro jovem podia ser visto, ele também tinha dois sóis no seu colar e um Pingente de Ouroboros. Ele estava extremamente pálido como se nunca tivesse tomado Sol, e seus olhos pareciam frios e mortos como o de um defunto, entretanto ele parecia muito vivo enquanto caminhava vagarosamente.

Algumas pessoas realmente falaram enquanto viram a caravana.

Isso é! O Torneio do Clã Ouroboros! O Pavilhão do Sol realmente quer garantir uma vaga na fase internacional, eles estão enviando dois representantes!

Outra pessoas resmungou, enquanto respondia.

Hmpft! Besteira, mesmo que eles estejam enviando dois
discípulos fortes, Meng Huang foi ferido gravemente a algumas semanas atrás e esta em coma no hospital, Enquanto isso o Pavilhão da Lua esta enviando seu discípulo mais bem destacado dos últimos cinco anos! Dwng cạnthr̒!


Droga! eu queria poder assistir ao torneio, mas os participantes só podem entrar, cada um com um acompanhante, e não conheço ninguém de la!

Um tempo passou e a caravana do Pavilhão do Sol realmente saiu de vista, naquele momento o portão do Pavilhão se fechou, e não foi realmente de qualquer forma, na verdade, dois grandes blocos de pedra da altura do portão pareciam ser empurrados por trás dele, ambos eram paralelepípedos simétricos e exatamente iguais que então se chocaram e fecharam completamente a única entrada do Pavilhão.

O que Noskire faria? Era Obvio que o torneio estava prestes a se iniciar.

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Re: [Tailândia] - Meia Lua e Soco

Mensagem por Noskire em Sex Nov 02, 2018 9:25 am


Enquanto desenvolvia as fases do seu caminho em sua mente, seu corpo pareceu esquentar na mesma proporção em que ouvia guinchos de loucura que pareciam vir do próprio inferno! Maravilhado, levantou-se e olhou ao redor, em busca de ver se mais alguém havia escutado os gritos. Aparentemente, não. Mesmo assim, sentiu-se empolgado em trabalhar naquilo e melhorar seu caminho. ”O que mais eu serei capaz de fazer quando eu desenvolvê-lo ao máximo?”

Seu corpo voltou à temperatura normal, enquanto sua coxa permaneceu quente, mais quente até. Confuso, levou à mão a região afetada e, por baixo da calça, sentiu o pingente recebido a poucas horas. ”Mas já?” Tirou-o do bolso para confirmar, e o brilho quase incandescente provava que aquele era o momento. ”Terei que deixar as fases do meu caminho para depois...”

Uma comoção atraiu sua atenção para um grupo de lutadores que passava pela entrada do pavilhão do sol. Dentre eles, reconheceu apenas o papudinho. Dois jovens se destacavam junto à ele, os três com colares chamativos ostentando alguns sóis, sendo que os mais jovens também estavam com pingentes da Ouroboros. ”Humpf… Meus oponentes serão estes?” Imaginou se os colares indicavam a graduação. Se fosse este o caso, cinco sóis deveria ser um mestre, enquanto dois sóis um mero praticante. ”Pelo menos eu terei acesso à biblioteca da Ouroboros.” Enquanto guardava seu pingente carmesim, ouviu parte de uma conversa entre duas pessoas próximas.

— Enquanto isso, o Pavilhão da Lua está enviando seu discípulo mais bem destacado dos últimos cinco anos! Dwng cạnthr̒! — Noskire, pasmo, olhou para a dupla. ”Seria este um filho do Lorde Cthulhu?!”

— Droga! eu queria poder assistir ao torneio, mas os participantes só podem entrar, cada um com um acompanhante, e não conheço ninguém de lá!

”Um acompanhante?” Não sabia disso, mas não perdeu tempo e, deixando o seu corpo cair para a frente, disparou em direção ao seu dojo — ex-dojo — Ryōzanpaku. Se era para entrar em um torneio mortal de combate em busca de dinheiro, fama e poder, só conseguia pensar em uma pessoa que desejava ter ao seu lado. Chegando ao dojo, pararia à frente dele e gritaria o mais alto possível:

— MIU! O TORNEIO IRÁ COMEÇAR AGORA, VENHA COMIGO! — E esperaria uns três minutos. Se ela não aparecesse, seguiria seu caminho com uma expressão sombria, encarando qualquer um que ousasse cruzar seu caminho. Entraria na loja com um chutão na porta, dizendo: — O vencedor chegou!

Se ela aparecesse, daria um largo sorriso e começaria a andar lentamente em direção da loja do cara das cobras. — Para ser sincero, não pensei que você atenderia ao meu pedido. — Avaliaria sua expressão, tentando descobrir se ela ainda estava chateada ou não. Chegando a loja, entraria primeiro e manteria a porta aberta para que ela o seguisse. — Ô, das cobras, voltei!

No entanto, se o impensável acontecesse e Miu também tivesse um pingente carmesim, Noskire permaneceria emudecido. Ela, com seu estilo meigo e gentil, não combinava com o evento e o jovem nunca imaginaria que ela participaria do mesmo. A seguiria até a loja sem questioná-la e entraria logo após ela, ainda calado.


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Re: [Tailândia] - Meia Lua e Soco

Mensagem por ADM.Mitra em Sab Nov 03, 2018 1:41 pm

—  9 Meia Lua & Soco



Noskire correu tão rápido como o vento na direção de seu dojo, e gritou o mais alto que podia na esperança de que Miu lhe acompanhasse, entretanto, quando ele esperava que ela fosse sair, na verdade ele foi recebido por uma outra voz, ainda
mais alta que a sua que parecia com a de seu pai.

DÊ O FORA NOSKIRE!

Talvez um pouco desapontado, Noskire viajou na direção da Loja de Souvenir, ele não demorou muito para chegar lá, afinal ele já sabia o caminho. Para sua surpresa agora não havia mais bandeira alguma na frente da loja. Ele entrou com um chute na porta e para sua surpresa, a loja estava vazia, até mesmo os suvenires de serpente que antes existiam e as prateleiras, haviam sumido.

Só restava o balcão e o mesmo homem com cara de serpente que havia recebido Noskire anteriormente, ele deu ao jovem um olhar avaliativo, e falou.

Vamos.

Ele caminhou em direção a uma porta que ficava atrás do balcão e Noskire o seguiu.

O Lutador de Muay Thay passou por um corredor feito inteiramente de madeira, o som da madeira rangendo em seus pés não lhe assustou mais do que a sensação d Caos que ele havia sentido anteriormente quando praticava seu próprio caminho.

Ambos chegaram até uma porta de madeira deslizante e o homem a abriu, ele olhou para Noskire e falou.

Eu já ia esquecendo, seu pingente por favor..

Noskire jogou o pingente de Ouroboros na direção do homem que pegou ele rapidamente e o guardou em uma pequena bolsa marrom que ele tinha na cintura, quando ele tocou o pingente a cobra carmesim pareceu ficar carente de qualquer brilho como tinha anteriormente.

Antes que você entre eu vou dizer as regras. O Numero de participantes desse torneio é contado nos dedos, para ser perfeito, você precisa eliminar três participantes, então chegará nas finais, depois, se vencer, receberá seu prêmio e receberá uma viagem de graça, paga pelo Clã Ouroboros para disputar a fase internacional do torneio. Você será chamado pelo seu nome quando for sua vez, então, deverá subir no tatame. Agora, Entre.

Noskire adentrou, e ele viu cerca de trezentas pessoas sentadas em cadeiras simples de madeira, as cadeiras circulavam um grande tatame quadrado branco, que no centro possuía o desenho de uma cobra que mordia o próprio rabo, ela era vermelho carmesim assim como pingente.

Ao redor do tatame Noskire era capaz de reconhecer dois grupos, além de alguns grupos que ele não reconhecia.

Um dos grupos vestia uma túnica vermelha que tinha alguns adereços dourados e em seus pescoços tinham colares com sóis.

O líder do grupo, aquele velho que fedia a bebida, olhava com uma cara feia para o tatame, onde Noskire poderia ver um garoto negro, careca, que tinha cerca de dezesseis a dezessete anos, ele vestia uma túnica de Wing Chun azul com o desenho de uma lua minguante sob seu peito, ele lutava com golpes ágeis e muito, muito poderosos contra um outro garoto que parecia ser lutador de Karatê.

A troca de golpes foi tão rápida que Noskire não foi capaz de acompanhar todos os movimentos do garoto vestido de azul com os olhos.

Todos só perceberam quando o Karateka caiu no tatame enquanto gritava.

Eu desisto!

Naquele momento, do lado oposto ao do Pavilhão do Sol que estava do lado esquerdo do tatame, uma outra organização com roupas semelhantes a do jovem negro, uma mulher de meia idade, com cabelos negros longos, seios fartos, cintura fina, e pernas grossas, que vestia um grande vestido azul com uma lua cheia sob seu peito, Falou.

Que lindo! Dwng! Você é realmente a lua minguante do Pavilhão da Lua! Eu estava certa em te aceitar como discípulo.

Ela era linda enquanto falava, e alguns dos lutadores ali realmente não tiravam os olhos dela, entretanto, quando olhavam demais eram recebidos por alguns membros de meia idade do Pavilhão da Lua que olhavam para eles com olhos hostis.

Depois que Dwng desceu do tatame, um membro do Clã Ouroboros mascarado subiu e anunciou.

Para a próxima luta teremos Noskire Kōsaka Hopachai lutando sem representação, contra Xangai do Pavilhão do Sol! Ambos tem três minutos de preparação! Lembrem-se que a luta só acaba quando um dos dois fica impossibilitado de lutar ou desiste! Sair do tatame também conta como derrota! Assim como receber ajuda de fora! Isso é um torneio sério, e ferimentos graves acontecem normalmente, mas MORTES NÃO SERÃO TOLERADAS.

Ele olhou para todos no grande salão e então desceu do Tatame. Finalmente Noskire poderia saciar o desejo por lutas.

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Re: [Tailândia] - Meia Lua e Soco

Mensagem por Noskire em Seg Nov 05, 2018 5:07 pm


”Velho escroto!” O jovem praguejou enquanto se afastava do dojo e ía até a loja do cara das cobras. Apesar de estar chateado e com sua atenção dispersa, pôde perceber que a bandeira que havia à frente da loja não estava mais lá. ”Será que alguém teve a mesma ideia que eu?” Surpreendeu-se ainda mais ao entrar na loja e não ver nada nas prateleiras. Nem mesmo as prateleiras! ”Será que errei o caminho?”

Mas o velho das cobras estava lá e, logo, Noskire o seguia por um corredor estreito, entregando o pingente carmesim momentos antes de ouvir as regras e entrar numa espécie de arena. Ainda contrariado, sua mente focava na negativa que recebeu mais cedo e não no momento presente. ”Aquilo era forma de falar com o seu próprio filho? Tch!”

Emburrado, andou até achar uma cadeira onde pudesse se sentar. Ao seu redor, pôde notar que as pessoas sentavam-se em grupos, um dos quais reconheceu como sendo os lutadores do Pavilhão do Sol; e outro que imaginava ser do tal Pavilhão da Lua. Ele, por outro lado, estava sozinho, como um lobo solitário. ”Mesmo que meu dojo me abandone, eu ainda terei meu Lorde comigo, e esperarei pacientemente até que o mundo se curve perante a mim!”

Teve sua atenção atraída para o combate que ocorria no ringue momentos antes do fim, quando o estrangeiro derrotou o carateca com uma sequência rápida como… ”Um raio de luz luar!”. Noskire deu um leve sorriso com a própria comparação, mesmo sabendo que havia sido horrível, amenizando um pouco a sua irritação.

O vencedor, com seu nome quase impronunciável, foi até o seu grupo, composto de uma bela mulher negra e alguns velhos que distribuíam olhares mordazes a torto e a direita. ”Seria a mãe dele?” Tentou imaginar seu pai ali, torcendo por ele, mas logo afastou o pensamento com um sacolejar de cabeça. Nunca havia sido um cara melancólico, não começaria agora!

Enquanto isso, um funcionário da organização foi até o centro da arena e anunciou os próximos lutadores, para o deleite de Noskire. Com um largo sorriso, foi até o ringue e lá ficou, aguardando o seu oponente, enquanto dava alguns socos e chutes no ar, aquecendo levemente o corpo e, principalmente, as articulações. Se sua mente tivesse feito as ligações corretamente, seu oponente, o tal de Xangai, deveria ser o cara pálida que seguia o papudinho do sol naquela passeata chamativa que vira anteriormente.

Sendo ele ou não, esperaria pelo início do combate e partiria para cima do seu oponente assim que possível. Começaria realizando um tabu dentre a sua arte: Chutaria o rosto do oponente com a sola do seu pé. Isso era considerado um insulto entre os praticantes de Muay Thai, mas o jovem lutador não se importava. Estava ali para ganhar e não para conseguir amigos. Sem contar que, além de ser um forte golpe, o mesmo o possibilitaria pegar seu oponente desprevenido caso ele partisse do pressuposto que Noskire era um praticante de Muay Thai.

Após o primeiro ataque, recuaria seu pé e daria mais um chute, desta vez com um chute descendente mirando o joelho de seu inimigo. Concomitantemente, aproximaria seu corpo e punhos do rosto de seu oponente — Os punhos bem próximos um do outro para servirem como um escudo — e, conseguindo, tentaria clinchá-lo, segurando sua cabeça com ambas as mãos e forçando-a para baixo. Em seguida, atacaria o rosto do tal de Xangai com sucessivas joelhadas, até o mesmo ser nocauteado ou conseguir se libertar.

Em relação à defesa, usaria principalmente a canela e o antebraço para bloquear os golpes que fossem desferidos contra si. Sempre que bloqueasse algum golpe com a perna, daria um rápido jab no rosto de seu oponente. E sempre que bloqueasse com os braços, atacaria com um chute circular na altura da coxa. Se o outro conseguisse clinchá-lo de alguma forma, atacaria com uppers mirando no estômago ao mesmo tempo que tentaria empurrar seu oponente para fora do ringue. Se fosse derrubado, focaria em se proteger e, se surgisse a oportunidade, usaria ambas as pernas para empurrar seu oponente para longe e tentaria se levantar rapidamente, protegendo a cabeça no caso de um contra-ataque.

Por fim, se afastaria brevemente para respirar e analisar os ferimentos de si e do seu oponente, planejando seu próximo ataque. Se viesse a vencer, não comemoraria. Apenas daria as costas para seu inimigo derrotado e sairia do tatame, voltando a sentar-se em uma cadeira qualquer.


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Re: [Tailândia] - Meia Lua e Soco

Mensagem por ADM.Mitra em Qua Nov 07, 2018 9:37 pm

—  10 Meia Lua & Soco



Noskire estava certo em suas especulações, quem subiu ao tatame era Xangai, e sim, ele era o rapaz que acompanhava o gordinho Cha To.

O jovem que subiu no tatame tinha a pele pálida, como se nunca tivesse tomado sol em sua vida, seus olhos eram um tanto quanto mortos, e ele olhava para Noskire como se não tivesse vendo ninguém ali, o que dava uma sensação estranha para o lutador de Muay Thay, era como se Xangai estivesse vendo ele por dentro.

Quando a luta começou, ambos puderam escutar um barulho estranho, como se tivesse anunciando o inicio da luta, naquele momento, todos ali estavam de olho naqueles que estavam no tatame e Noskire podia se sentir o centro das atenções, de olhos bons e ruins.

Os olhos do velho do Pavilhão do Sol caíram sobre ele com um pouco de interesse.

Quando a luta começou Noskire se adiantou, ele cruzou o tatame em velocidade e em instantes estava na frente do jovem, na verdade para a sua surpresa Xangai não reagiu ao seu golpe, aparentemente ele estava dormindo!

Entretanto, Noskire pode sentir algo estranho enquanto atacava, quando a sola de seu pé tocou o rosto do jovem, ele lançou todo seu corpo para trás, era como se a energia do chute de Noskire estivesse sendo enviada para outro lugar que não o rosto do jovem, ou ao menos ela estivesse sendo reduzida.

O lutador de Muay Thay continuou o ataque sem dar tempo de Xangai pensar, na verdade era como se ele não estivesse pensando, o seu corpo foi lançado para trás, e ficou apenas a ponta de seu pé tocando o chão, entretanto, quando todo o seu corpo atingiu uma espécie de "limite" ele voltou o corpo inteiro de uma vez na direção de Noskire, num movimento semelhante ao de uma mola esticada.

Era algo realmente sobre humano, entretanto, quando ele estava a alguns centímetros de Noskire, seu corpo parou e ele não atacou, na verdade, mesmo assustado Noskire conseguiu de alguma forma agarrar o jovem pelo pescoço e ele já estava abaixando a cabeça do rapaz para desferir sua sequência de joelhadas.

Entretanto, durante o movimento, Noskire pode sentir uma sensação estranha, ele não havia percebido antes mas o corpo de Xangai era frio como a neve, entretanto, agora durante seu movimento, ele podia sentir o corpo do jovem aquecendo subitamente como se o sangue estivesse correndo em velocidade pelo seu corpo.

Naquele momento, Noskire foi o único, que escutou um resmungo frio vindo de Xangai, que ele já não podia ver o rosto.

HMPFT!

Tudo isso parecia muito lento, entretanto aconteceu tão rápido quanto uma faísca saindo de um pedaço de pederneira.

Naquele instante enquanto o corpo de Xangai se aquecia seus pés que antes pareciam meio leves, ganharam peso do nada e todo o seu corpo parecia ficar mais pesado nas mãos de Noskire, os joelhos do garoto se dobraram um pouco e então ele estava bem mais próximo do Joelho do lutador de Muay Thay, quando rapidamente ele ergueu seu corpo num mini pulo, e ao mesmo tempo seus dois braços que estavam embaixo do corpo de Noskire se moveram para cima.

A força e a surpresa do golpe foram tantas que Noskire foi levantado alguns centímetros do chão por estar com os braços entrelaçando Xangai num Clinch, naquele momento o corpo de Xangai parou de uma vez e o corpo de Noskire sofreu um leve efeito da primeira lei de newton, mas não foi só isso, as duas palmas de Xangai se ergueram e acertaram o tórax do lutador de Muay Thay que foi lançado três metros para trás. ele pôde sentir que o dano no seu abdômen não foi nada legal, entretanto, se a posição não fosse tão complicada para Xangai, ele poderia ter uma lesão séria no diafragma.

Ele sentiu um impulso estranho na garganta, como se fosse algo voltando, e estava com um pouco de falta de ar, fora isso, o dano não havia sido sério ao ponto de realmente o prejudicar no combate, pelo menos, a longo prazo.

Ele poderia olhar para Xangai novamente, e quando o fizesse, notaria que agora parecia uma pessoa completamente diferente, sua pele havia ficado realmente Bronzeada! seus olhos estavam tão vivos quanto estrelas, ele tinha uma expressão de escárnio no rosto, e se Noskire fosse mais atento, poderia ver fios minúsculos de fumaça saindo dos poros dele.

Parecia que agora a luta começaria de verdade.

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Re: [Tailândia] - Meia Lua e Soco

Mensagem por Noskire em Sab Nov 10, 2018 9:18 pm


Estava enganado ao pensar que esta seria uma luta fácil. Apesar de ter atacado da forma mais imprevisível e agressiva que veio à sua mente, seu oponente havia se defendido com perfeição, contra-atacando ao fim. Estalou a língua em reprovação enquanto tentava recuperar seu equilíbrio após ser arremessado para trás.

Enquanto fechava sua guarda e pensava no seu próximo passo, observava a mudança repentina no aspecto de seu inimigo. Antes, tinha a certeza dele ser estrangeiro devido a cor de sua pele, mas agora, sua pele parecia mais queimada pelo sol do que a pele do próprio Noskire. ”Mas como?” Era a pergunta sem resposta na mente do lutador.

A única teoria que veio em sua mente era referente ao caminho que Xangai seguia, o caminho do Sol. Mas como isso permitia-o queimar-se como uma estrela, o jovem não sabia. No entanto… ”Vamos ver o quanto você consegue queimar!”

Com um sorriso malicioso, Noskire deu início à sua próxima estratégia: Bater e correr! Aproveitando-se de suas pernas bem treinadas e de sua habilidade de atingir velocidade máxima quase que imediatamente, esperaria pelo avanço de seu oponente, sempre atacando e recuando logo em seguida, em velocidade máxima.

Atacaria com uma sequência de dois golpes apenas, sendo um soco e um chute. Iria variar os golpes e a ordem à cada ataque, tentando ser o mais imprevisível possível. Além disso, atentaria-se principalmente a duas coisas: A primeira era de sempre firmar sua base e bater com o máximo de força e impacto antes de recuar; A segunda era em relação ao seus arredores para evitar ficar preso num canto do ringue ou de sair ou ser arremessado para fora do mesmo.

Por fim, se afastaria brevemente para respirar e analisar os ferimentos de si e do seu oponente, planejando seu próximo ataque. Se viesse a vencer, não comemoraria. Apenas daria as costas para seu inimigo derrotado e sairia do tatame, voltando a sentar-se em uma cadeira qualquer.


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